Pular para o conteúdoO estúdio de dia, cliente deitado na maca e a cidade pela janela

A arte existe antes da agulha

Anime, cultura pop e geek, em cor. Realismo, blackwork e fechamento também, sempre com desenho feito do zero. Jundiaí, SP.

Braço em cor com personagem de anime, vermelho e verde saturados
Costas fechadas com um dragão em preto e vermelho, cliente de pé com a cidade ao fundo
Braço fechado em realismo preto e cinza

Você traz a referência. Eu desenho a sua versão dela.

Eu gosto de tatuar o que já significa alguma coisa pra você. Um personagem, uma cena, um jogo, um filme. Quando você me traz uma referência, eu não copio: eu tento entender o que te fez escolher aquilo e desenho uma versão que seja sua. Se você sair daqui com uma tatuagem, ela não existe em mais nenhum corpo do mundo.

Anime e cultura pop

Personagem em cor, saturação cheia

Realismo

Braço inteiro, preto e cinza

Fechamento de costas

Costas em preto, sem sombra

Um pouco do que saiu daqui

Antes da agulha, existe o projeto

  1. Você me conta

    A ideia, onde no corpo e o tamanho que você imagina. É daqui que sai o tempo real de desenho e de sessão. É aqui também que eu falo se o projeto não for comigo.

  2. Eu pesquiso

    Vou atrás do personagem, da história e do que fez você escolher justo esse. Referência serve pra eu entender o que te pegou. Nunca pra copiar.

  3. Eu desenho

    Desenhado do zero, em cima do seu corpo e da conversa que a gente teve. Composição, luz e sombra ficam decididas antes da sessão. Quando você chega no estúdio, a arte já existe.

  4. A gente tatua

    Material estéril e pele preparada na hora. Você só precisa chegar descansado e alimentado. O resto do dia é comigo.

  5. Eu acompanho

    Você sai com o guia de cuidados e com a conversa aberta. As primeiras semanas decidem como a peça vai ficar pelo resto da vida.

Um projeto do começo ao fim

Esse é o Naruto que fechou um antebraço aqui. A cliente me mandou a referência da esquerda. A arte do meio é o que eu desenhei a partir dela, do meu jeito, em cor. E a da direita é a tattoo pronta na pele. Todo projeto passa por esse caminho.

01

A referência

O que a cliente me mandou.

02

A arte

O desenho que eu fiz a partir dela, já provado no braço.

03

A tattoo

Pronta, na pele.

Tem desenho que não cabe no papel

Quase sempre o desenho chega pronto e vai pro decalque. Mas tem projeto que precisa nascer direto no corpo. Aí eu desenho à mão livre em cima de você, acompanhando o músculo, ajustando o traço na posição em que ele vai viver. Braço e costas têm curva, volume, movimento, e o desenho precisa levar isso em conta desde a primeira linha.

Você em pé, no espelho. O desenho começa aqui.
Sem papel, sem decalque. Caneta direto na pele.
O traço acompanha o músculo enquanto ele se move.
Costas fechadas antes da primeira linha de tinta.
O traço se corrige com o braço na posição em que ele vai viver.
De longe, pra ver se fecha antes de virar tinta.
Só depois que o desenho fecha é que a máquina liga.
De um lado o que já é tinta. Do outro o que ainda é desenho.

Eu comecei pelo desenho. A tatuagem veio depois.

Antes de pensar em máquina eu já desenhava. Papel, tela, tinta. Continuo pintando até hoje. Tatuar foi onde esse desenho ganhou outra dimensão: passou a existir no corpo de alguém, e a andar junto com a pessoa.

Por isso todo projeto meu começa pelo desenho: a imagem, a composição, o corpo onde ela vai viver. Catálogo eu não tenho. Referência inspira. Cópia não se faz aqui.

01

Tatuagem também é exposição

Convenção é tatuar na frente de todo mundo, com hora marcada, outros tatuadores olhando e o relógio correndo. Não sobra muito espaço pra esconder decisão ruim. Foi nesse ambiente que eu também coloquei meu trabalho à prova, e já fui premiado.

Convenção de tatuagem.

02

O Fábio explica melhor do que eu

Ele gravou esse vídeo depois da sessão da manga. Da minha parte, o que eu posso dizer é que a sessão recebe o mesmo cuidado que o desenho: do primeiro contato até a cicatrização, eu acompanho.

Fábio, cliente.

Mais fotos do projeto do Fábio

Tatuagem autoral em Jundiaí

No BZINK Tattoo Studio, o estúdio que eu fundei, em Jundiaí. Sala no quinto andar do Golden Office, com janela pra cidade inteira. É daqui que saem os projetos de anime, cultura pop, geek e colorida, e também os de realismo, blackwork e fechamento.

R. Cap. Cassiano Ricardo de Toledo, 191
Chácara Urbana
Edifício Golden Office, sala 505
Jundiaí, São Paulo, 13201-840

O que você quer levar pra pele?

Não precisa chegar com a ideia pronta. Pode ser uma referência solta, pode ser só uma vontade. A gente conversa e desenvolve o projeto a partir daí.

A casa

A marca do BZINK ao centro, com o trabalho do Cláudio passando em volta.

Não é sigla. São duas palavras na mesma palavra.

Por que eu chamei de BZINK

BZINK

B — Bezerra
O sobrenome da minha mãe, a pessoa que mais me inspirou a ser quem eu sou. O nome do estúdio começa nela.
Ink — tinta
A tinta, matéria-prima disso tudo. O que fica quando todo o resto passa.

Ninguém cresce sozinho

Coração de mãe cabe todo mundo. Estúdio bom é a mesma coisa.

A BZINK não sou só eu. Tem outros artistas na casa e cada um cria do seu jeito, ninguém repete o traço do outro.

Eu seguro o centro e cada um cresce pra sua direção. É isso que o símbolo do estúdio desenha, e é daí que vem a frase da casa: ninguém cresce sozinho.

Cabe todo mundo. O que não cabe é pressa.

Quem eu uso pra me medir

Tem um punhado de tatuador que eu acompanho de perto. É no trabalho deles que eu meço o meu. Referência inspira. Cópia não se faz aqui.